Cidadão do Mundo

MARCO DE REFERÊNCIA DE LÍNGUAS EUROPEIAS

MôNICA PIANCASTELLI


 Você fala inglês melhor do que o seu irmão fala francês? A sua namorada fala italiano fluentemente, mas você fala espanhol como um nativo? Se você estuda algum idioma, já deve ter passado por uma situação de comparação com alguém que estuda o mesmo ou outro idioma. E também já deve ter ouvido falar de certificados de proficiência como o FCE, o CAE, o DELE ou o CELI. Como

saber se a nota 6,6 que você tirou no exame IELTS vale mais do que a do seu concorrente, com conceito B no CAE? Como medir o nível de conhecimento de idiomas de cada pessoa, ainda mais quando se tratam de idiomas diferentes?

 Para padronizar o nível de conhecimento dos idiomas, a União Europeia criou uma estrutura comum para os países do bloco que, pouco a pouco, está ultrapassando as fronteiras da União e começa a ser adotado por outras regiões do globo.

 Esse padrão, conhecido como CEFRL – Comon European Framework of References for Language – já funciona bem na comunidade europeia desde novembro de 2001. Ele estabelece níveis comuns de proficiência linguística, o que possibilita uma equivalência internacional de comparação entre os vários idiomas.

 De acordo com os seis níveis do CEFRL, o estudante é classificado da seguinte maneira:

A1 – O aluno compreende expressões básicas do dia-a-dia para a satisfação de uma necessidade. Consegue apresentar-se e responde perguntas de forma simples, desde que o seu interlocutor o ajude.

A2 – O aluno se comunica e troca informações simples em assuntos de seu conhecimento. Descreve ações passadas de maneira simples.

B1 – Compreende pontos principais de assuntos de seu interesse no trabalho, escola, lazer. Lida com quase todas as situações, redige textos simples, descreve experiências e consegue dar explicações.

B2 – Compreende textos complexos sobre assuntos concretos, técnicos e abstratos. Discute e interage com certo grau de fluência e espontaneidade com nativos da língua. Redige textos e dá explicações claras e com detalhes.

C1 – Compreende textos exigentes, expressa fluente e naturalmente, sem hesitações. Usa bem a linguagem para fins sociais, acadêmicos e profissionais. Redige sobre assuntos complexos, com coesão.

C2 – Compreende com facilidade tudo o que lê e ouve. Consegue resumir informações complexas de diferentes fontes e argumentar com coerência. Expressa com precisão e fluência, próximas a de um nativo da língua.

 Esses parâmetros possibilitaram também uma harmonização dos certificados de línguas europeias. Com eles, é possível prever quando um estudante está apto a prestar exames de proficiência do idioma que estuda e certamente ser aprovado. Também ajudam a vislumbrar o número de horas que o aluno deverá estudar para atingir cada nível.

 Outra vantagem, é a facilidade que o aluno terá ao mudar de uma escola para outra. Muitas vezes, para uma escola de línguas, você é classificado como um estudante de nível avançado e, para outra, de nível intermediário. Seguindo o CEFRL, o que importa não é o quanto você realmente sabe, e sim a sua classificação no certificado.

 O que não era uma tarefa nada fácil para examinadores e entrevistadores, certamente agora será mais tranquila. O CEFRL se tornou uma chave internacional válida tanto para o setor educacional como para o profissional.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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